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25/04/2006
Público reduzido na plenária, mas com situações novas: pedido de impugnação de chapa e pronunciamentos de secretários

A quarta plenária temática, a da Circulação, Transporte e Mobilidade Urbana teve um público de apenas 169 pessoas. Bem diferente da reunião de 2005, quando se credenciaram 506 participantes. A Plenária teve início às 20h15 de quinta, 20 de abril. Na rápida explanação relativa à prestação de contas feita pelo representante do Gabinete de Programação Orçamentária (GPO), Marco Bernardes, foi apresentada a estimativa de receita para 2007, R$2.221.734.906 bilhões, sendo apontado que 10% destes recursos serão destinados ao OP. I:plenariaCT:C: O conselheiro da temática Rui Ribeiro comentou o que ocorreu ao longo de 2005, dizendo que esperava que não se repetisse neste próximo período. Destacou que no fórum temático, os delegados, após terem aprovadas as suas demandas, não compareceram mais tão fortemente. Foi aplaudido quando disse que espera que os secretários compareçam às reuniões quando forem solicitados. Já o conselheiro Boanova lembrou que historicamente as demandas da temática foram de pavimentação e duplicação de vias. Hoje, o debate na temática, segundo o conselheiro, irá envolver outros pontos de discussão, como o sistema de transporte (que não se trata só de ônibus), o terminal da Salgado Filho, a bilhetagem eletrônica, as calçadas do centro e o Trensurb. Afirmou que a temática está aberta a todos os cidadãos e comunidades. Apesar da reunião não ter um grande público, as manifestações dos participantes foram muito contundentes, uma delas foi da região Lomba do Pinheiro que estava mobilizada em função da pavimentação de estradas. As questões dos pronunciamentos foram: o terminal da Salgado Filho, a possibilidade de transporte fluvial, o aeromóvel, a utilização de gás veicular nos ônibus, os horários dos ônibus, a situação do túnel da Conceição, a estrada Monte Cristo e a pavimentação da Estrada das Queridas. O conselheiro Barison afirmou que é necessário que, pelo menos, se faça 1km de estradas. Disse que o ideal seria 1,5km pelo fato de que em 2005 ficou faltando meio quilômetro. Reiterou que sem isso, a tendência é a temática esvaziar. A delegada Iole criticou o comentário feito pelo conselheiro Rui sobre o não comparecimento dos delegados às reuniões. Para ela, isto se deve à ausência do gestor nas reuniões. Lembrou que o Secretário Cassiá só esteve na temática após o Plano de Investimentos estar pronto, “nunca tivemos a oportunidade de discutir com o secretário”. O conselheiro Felisberto disse que “não adianta fazer planejamento em gabinetes, tem que entrar em ônibus e ver” e citou a situação da comunidade do Morro Alto que no sábado à noite não tem ônibus. A delegada Heloísa disse que sempre achou interessante participar da temática porque discutia a cidade, lembrou a atuação de ex-conselheiros como Seu Rolf e Seu José Benedito. Hoje, segundo ela, é difícil trazer gente porque não tem ninguém do governo nas reuniões, “o governo não nos dá credibilidade, nos trata como apêndice que tem que suportar. Se for para discutir entre nós, a gente discute em casa. Fica difícil a gente trabalhar, tudo a gente aprendia na temática e hoje não nos levam a sério.” A ex-conselheira Rosa fez também um questionamento crítico à prefeitura. Indagou sobre o que estão fazendo. Alegou também que o esvaziamento se deve à ausência dos secretários. Teve apenas uma chapa que reelegeu os conselheiros Boanova e Rui, como titulares. E elegendo Iole Kunze e Maria Bento como conselheiras suplentes. Foi apresentado pela ex-conselheira Rosa um pedido de impugnação da chapa, pelo fato de o conselheiro Rui não ter dois anos de atuação no OP, regra que foi aprovada no Regimento Interno este ano, que diz: “todos os candidatos titulares e suplentes a serem eleitos a partir de 2006, terão que ter participação como delegado(s), nos fóruns de sua região ou temática, nos dois anos anteriores à sua eleição”. Este pedido gerou muita polêmica, mas como consta no RI, ele foi encaminhado ao fórum da temática para ser avaliado. Os subtemas escolhidos foram: pavimentação de estradas; programa mobilidade e organização do espaço urbano – abertura de vias; duplicação e alargamento de vias; e, qualificação de terminais – parada segura. Um aspecto que se diferenciou das demais plenárias é que dois secretários resolveram falar depois das manifestações dos participantes, o secretário da Mobilidade Urbana, Luis Afonso Senna, e o secretário da SMOV, Maurício Dziedricki. O retorno às questões do público é fundamental, no entanto as falas dos secretários não foram nesta linha. O secretário Senna fez um reconhecimento de que realmente deixou a desejar a sua participação e que isto será mudado. Já o secretário da SMOV, fez um discurso enfático de defesa do governo ao invés de responder às questões dos participantes.
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