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28/09/2005
Que caminhos o Orçamento Participativo de Porto Alegre deve seguir?

O Curso de Capacitação “Os Caminhos do OP e a Gestão Participativa em Porto Alegre” para conselheiros, delegados e lideranças dos movimentos populares teve a sua primeira etapa realizada neste último sábado, 24 de setembro. Em torno de 20 pessoas participaram do evento. I:caminhos3:C: A abertura do evento foi feita com a dinâmica de grupos “Quebrando (pré)conceitos, abrindo-se para novas formas de saberes”. Esta dinâmica tem como objetivo a sensibilização do grupo para introdução de um tema ou debate. I:caminhos5:C:I:caminhos4:C: A atividade aconteceu assim: ao fundo, tocava uma música ambiental. Vela e incenso foram acesos. Ao centro da sala, em cima de uma toalha colorida, podia se ver um pote de barro (para ser quebrado), uma pedra (para quebrar o pote), água, perfume e bacia de vidro. No pote de barro, a água e o perfume foram misturados. Dois participantes entraram na sala. Após a dupla passar na frente de todos, a água do pote de barro foi despejada na bacia. Com a pedra, quebrou-se o pote de barro. Um deles pegou a bacia com a água perfumada e todos os participantes passaram as mãos nesta água. Logo depois, foi feito um debate sobre o significado da quebra do vazo. Esta dinâmica proporciona o debate sobre a desconstrução e reconstrução de conceitos. A quebra do vaso é uma ação muito forte e toca os participantes. Portanto, é ideal para provocar abertura para novos conhecimentos, para novas formas de se perceber um conhecimento que já se tem e para a quebra de preconceitos. A apresentação dos participantes também foi feita através de uma atividade de desconstração, procurando entrosar o grupo. Depois, foi feita a apresentação da entidade e da equipe, além dos objetivos do curso. Os temas trabalhados foram a história da organização comunitária e os movimentos populares, em Porto Alegre a partir de uma linha de tempo do planejamento urbano. Também foram abordadas as questões sobre a luta pela regularização fundiária e pela habitação. I:caminhos1:C: I:caminhos2:C: A democracia representativa foi outro tema desenvolvido, que suscitou perguntas, como por exemplo: como é possível elegermos melhores representantes, que tenham maior relação com os problemas da cidade. A democracia participativa ganhou ainda mais destaque na discussão. Foram abordados temas como o direito conquistado de falar e de se expressar. E do quanto isto possibilitou a construção da idéia de cidadania. Na verdade, o intuito era possibilitar uma análise da trajetória da democracia brasileira e, sobretudo, ver em que medida se avançou para o seu aprofundamento. (((Orçamento Participativo: princípios e benefícios))) Neste tema, a intenção era retomar os princípios políticos de uma gestão democrática participativa através do OP. Princípios como o da prestação de contas, a busca pela justiça social através de parâmetros públicos de distribuição dos recursos públicos são alguns exemplos. A apresentação dos benefícios do OP, como o empoderamento de setores antes excluídos dos processos políticos e com uma qualidade de vida precária, provocou o debate sobre as dificuldades, riscos e desafios da participação popular na gestão pública. Outras ponderações do público foram sobre o funcionamento e a organização das associações comunitárias, a situação das gestões comunitárias representadas pelas creches e as dificuldades em mobilizar para participação política. I:caminhos6:C: O curso continua no próximo sábado, dia 1º de outubro na sede do SEMAPI (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS), na Rua General Lima e Silva, 280, no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre (RS), das 9h às 18h. A segunda parte da formação vai abordar o funcionamento do Orçamento Participativo e Governança Solidária Local.
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