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29/06/2005
Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre comemora 5 anos de lutas e conquistas

O aniversário de cinco anos da (((Associação dos Educadores Populares de Porto Alegre (AEPPA) ))) será comemorado amanhã, 30 de junho, às 14 h, no Plenário Otávio Rocha, no Grande Expediente da Câmara Municipal. Esta é uma associação com história de apenas cinco anos, mas com um período de muitas lutas e conquistas. A AEPPA surgiu em 1996, sendo oficializada em 2000, como fruto da organização popular, constituindo-se em mais um instrumento de luta para garantir e efetivar a qualificação dos profissionais que atuam na educação infantil, em programas de apoio socioeducativo e educação de jovens e adultos, prioritariamente nas instituições mantidas e administradas por associações integrantes do Movimento Social Comunitário. Os profissionais que atuam nestas instituições são, na sua maioria, educadores leigos, sem formação específica e que têm presente a necessidade da formação mínima exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, complementada pela normatização do Sistema Municipal de Ensino. A partir de 2000, através da mobilização desta comunidade, foi criado um curso normal com referencial em educação popular na Escola Municipal de Ensino de Médio Emílio Meyer, como uma primeira preocupação com a formação dos educadores populares. Hoje, muitas creches comunitárias incluem como requisito para ingresso quando substituem funcionários(as) o Ensino Fundamental ou Ensino Médio em curso. Em agosto de 2002, nos moldes do Curso Normal da Escola Municipal de Ensino Médio Emílio Meyer, começou a ser oferecido mais um curso de formação de educadores em nível médio modalidade normal, na Escola Municipal de Educação Básica Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha. Vencida a etapa do Ensino Médio, a preocupação de educadores(as), dirigentes e comunidade volta-se para a formação superior. No entanto, verifica-se que duas questões especialmente dificultam o acesso e a permanência deste segmento no ensino superior: o custo direto e indireto decorrente da freqüência ao curso e uma concepção metodológica distanciada da realidade de intervenção dos educadores. Assim, em 2002, os Educadores Populares tiveram mais uma conquista, o curso de pedagogia para 150 educadores na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A experiência, infelizmente, foi interrompida pelo governo Rigotto, que, ao assumir, deixou de criar novas turmas. No final de 2004, a vereadora do Partido dos Trabalhadores Sofia Cavedon e a AEPPA, com a parceira do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (CMDCA), do Conselho Municipal de Educação (CME), buscaram sensibilizar as instituições de Ensino Superior para a questão e encontraram no IPA Metodista e na Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) a receptividade e o interesse em compartilhar um projeto-piloto de formação superior dos educadores populares. No IPA Metodista, para oferta de vagas nos seus diferentes cursos de pedagogia e licenciatura. Na PUC, para Curso de Pedagogia em Educação Popular com duas habilitações: Educação Infantil e Anos Iniciais, e ênfase em Educação de Jovens e Adultos. Para viabilizar financeiramente esses projetos-piloto, buscaram também a parceria com o Ministério de Educação. A partir de março de 2005, foi constituído um GT (grupo de trabalho) composto por AEPPA, CMDCA, CME e PUC, que elaborou a proposta curricular do curso de graduação em Pedagogia que será iniciado em agosto de 2005, dirigido especialmente a educadores populares com experiência e trabalho nas instituições comunitárias e ou beneficentes.
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