ENGLISH

12/07/2012
COREDEs apontam queda na participação popular

A PMPA não tem o "privilégio" exclusivo do não cumprimento as demandas populares do OP e do consequente afrouxamento da participação. O que não for prioridade de governo, muito menos de Estado, tenderá a não dar resultados. A idéia de inversão de prioridades, recorrente em governos de esquerda até bem poucos anos atrás em todo o Brasil, hoje dá lugar às prioridades em seus devidos lugares: submetidas a uma idéia generalizada de governança para chegar ao poder hoje, estar lá amanhã e, depois de amanhã, ninguém sabe o que acontecerá...

Jornal do Comércio, 12 de julho de 2012

O Fórum dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Rio Grande do Sul realiza sua reunião mensal hoje pela manhã na Assembleia Legislativa, com a presença de representantes das 28 regiões do Estado, quando discute uma constatação: houve uma queda da participação popular na Votação de Prioridades para o orçamento estadual de 2013, acontecida em todo o território gaúcho na semana passada. Embora a contagem dos votos em cédulas de papel não tenha sido concluída, o presidente do Fórum dos Coredes, Hugo Chimenes, descreve que algumas regiões já terminaram a totalização, tendo parte delas constatado uma queda na adesão ao sistema de consulta - 1.134.141 pessoas votaram em 2011.

“Amanhã (hoje) vamos discutir o porquê de algumas regiões não terem atingido os mesmos números do ano passado”, adiantou, destacando que o principal motivo para a redução seria a frustração dos cidadãos com a baixa execução das demandas por parte do Executivo. “No ano passado nós discutimos a aplicação de R$ 165 milhões (para 2012). Já estamos em julho e até agora o governo só cumpriu R$ 44 milhões”, contabiliza, dizendo temer ainda o fato de ser um ano eleitoral, o que restringiria a possibilidade de o governo assinar convênios com prefeituras para a execução de obras demandadas.

Chimenes relata que a aplicação dos recursos em 2011 tinha sido ainda pior, pois só foram investidos R$ 20 milhões, dos R$ 165 milhões previstos, e afirma que a reclamação já foi levada ao governador Tarso Genro (PT). “A gente tem apresentado isso não só para o atual governo, como para todos os outros”, esclarece, demonstrando que o problema é recorrente.

Neste ano, o sistema - que estabelece as áreas e os projetos em que o Executivo deve investir - contou com uma novidade. Além da participação presencial e pela internet, também foi possível escolher as prioridades através de dispositivos móveis, como celulares e tablets. Além do processo de Votação de Prioridades, estão na pauta da reunião de hoje mais dois tópicos.

Em um deles, os conselheiros discutem a demora na tramitação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) no Legislativo gaúcho. A PEC 223, protocolada no ano passado pelo deputado Chicão Gorski (PP) - falecido em novembro de 2011 -, pretende incidir sobre a execução orçamentária, obrigando o Executivo a priorizar as demandas escolhidas pela população. “Vamos bater de gabinete em gabinete”, avisa Chimenes, adiantando o corpo a corpo que será feito com os deputados para aprovação da PEC, que ainda não teria entrado na ordem do dia para votação no plenário “por pressão do governo”. Por fim, o grupo tratará do planejamento de seu encontro anual, que acontece em outubro.

Baixe aqui.

Cidade - Centro de Assessoria e Estudos Urbanos Rua Antão de Farias, 50 - Bairro Bom Fim
CEP 90035-210 - Porto Alegre/RS - Fone/Fax 51 3264 3386 - cidade@ongcidade.org