Agora, nas assembléias em que o governo acha que vai ficar mal diante das câmeras e onde os conselheiros têm medo da própria comunidade, as inscrições para falar são decididas dias antes da assembléia no Centro Administrativo Regional da Prefeitura. É a nova regra do OP, a Lei da Mordaça! Independente das críticas que este ou aquele grupo ou movimento possa apresentar, se trata de um retrocesso inaceitável! OP sem participação direta não é OP!
Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) se retira do OP:
“Nossa luta é para incluir os lutadores do povo organizado no Minha Casa, Minha Vida, não somente pessoas que se inscreveram e foram pra casa esperar um telefonema ou os “amigos do rei”.
Após mais de 10 anos lutando no OP por recursos para habitação, o MNLM se retirou ontem a noite, dia 06 de Junho, da Plenária Regional do OP, na Restinga. Foi negado o direito de fala ao movimento, principal crítico à política habitacional de Porto Alegre, que questiona a metodologia e transparência da definição das famílias contempladas pelo MCMV 0 a 3 salarios minimos, feita pelo DEHAB, através de um tal “sorteio” que é uma caixa de surpresa. Além do desrespeito às negociações já realizadas com o governo com relação aos efeitos da copa do mundo e o direito negado de apresentar as demandas do movimento ao prefeito Fortunati.
Como não foram atendidos, os 350 integrantes do movimento que estavam na Plenária do OP protestaram, formando uma fila e entregando as cédulas de votação em branco ao Prefeito Fortunatti, sinalizando que não teriam interesse de participar com o voto, sendo a voz lhes havia sido negada e se retiraram da Plenária.
Postagem original no blog Ocupação 20 de Novembro